A constante ordem desordenada dos sentimentos

 

Tinha sido ali que, outrora, ouvira pela primeira vez o som da sua risada despreocupada. Pulara por cima das mesas, bebera copos de vinho, sentira-se como aquelas personagens dos filmes para adolescentes.

Se eles conseguiam crescer rindo, ela também conseguia. Afundara-se na angústia quando percebeu as cores do amor não (inteiramente) correspondido. Não dava para fazer por medida, por encomenda. Tinha que experimentar.

Pulara as mesas, discutira filosofia fora de horas, tinha ido sozinha para casa, enfrentando o escuro da noite e, agora, passados tantos anos e tantas noites, ainda puxava por si para arriscar as alegrias do amor. 

Fizera uma lista, mas não chegara a conclusão alguma quanto ao que fazer face  à constante ordem desordenada dos sentimentos.

publicado por imprevistoseacasos às 00:53 | comentar | favorito