20
Mai 09
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Mai 09

Ler a ouvir (2) Pinho Vargas

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 14:08 | comentar | ver comentários (4) | favorito
19
Mai 09
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Mai 09

Solidão

Naquela tarde voltei novamente à livraria. Já vos tinha contado a minha experiência com o Messias dos três jotas, lembram-se? Pois bem, voltei. Num misto de curiosidade e alguma falta de gosto, observei-o, mais longe, sentada num sofá. Dissertava, como habitual, para uma plateia, menor do que a primeira vez em os nossos olhares se cruzaram levando-o a chamar-me Lúcia, sabe-se lá porquê. Tinha-me pedido desculpas pela falta de atenção, tinha sido atencioso.

Estranhava-o agora. Olhos vidrados, observava nervosamente todas as mulheres, jovens, crianças que por ele passavam na livraria. Precisava de uma namorada, era simples. Fazia anos dia um de Junho, trinta anos, nunca tinha tido uma namorada. Todas fugiam. Na escola tinha sido suspenso, na empresa do pai despedido, na vida dispensado pelas mulheres. Elas que eram tão lindas, imortalizadas desde a Pré-História como deusas-mãe pelos homens, e até davam filhos. Só faltava regar e a colheita funcionava com os outros. E ele? Onde falhava?

publicado por imprevistoseacasos às 09:43 | comentar | ver comentários (6) | favorito
18
Mai 09
18
Mai 09

Do outro lado

Do outro lado, título português, foi um filme que passou nos canais Cine.

Diferenças culturais, mensagem política, amor, desilusão, desespero, redenção. Tudo num filme do realizador alemão Fatih Akin com uma madura Hanna Schygulla. O filme passa-se na Turquia e na Alemanha e é particularmente actual...Veja porque vale bem a pena.

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 16:37 | comentar | ver comentários (10) | favorito
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17
Mai 09
17
Mai 09

Antony and the Johnsons, vale a pena deixar-se ir...

Tinhas razão Nuno...

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 14:57 | comentar | favorito
16
Mai 09

Crise (II) by Ritz on the rocks

...ele não há coincidências ... João e Paco saem da escola a saber somar dois e dois , entram no Café Aqui-à-Pinga e pedem 4bicas. Duas bicas bebem-nas de um trago, as outras duas ficam por pagar , nem João nem Paco lhes tocaram. O empregado exige o pagamento das 4 bicas .... ora se eles já pagaram duas ... e não beberam as outras duas ,porque carga de água têm que pagar as outras duas que estão por beber? No Café Aqui-à-Pinga, entra um russo com uma nota de 100euros na mão, tinha acabado de deixar num quarto de Hotel um microfone para ver se apanhava o malandro do 'espanhol' que lhe andava a dever umas coroas , consolou-se com a sua esperteza e pediu uma taça de vinho branco ao balcão. João e Paco consegem despistar o empregado e correm rua abaixo em direcção ao molhe ... pregam sempre esta partida nos sítios por onde passam e estão a começar a esgotar os cafés da aldeia francesa no Sul de França onde estão a planear o Golpe do Século. Entretanto o Russo, depois de ter comido um prego no prato e duas imperiais na esplanada faz uma chamada para Zabila, a acompanhante de luxo intermediária do negócio que está prestes a render-lhe mil cabeças de gado. O criador de gado José Joaquim, é um alentejano de gema que tem a partulariedade de enganar a mulher às sextas-feiras à tarde no Hotel Sol Poe-Se-Pa-Todos. J J tem uma sociedade com Ti Manel, um seu cunhado comerciante de Leitões e foi ele que lhe apresentou Zabila num Bar de Alterne do Ribatejo numa noite de Carnaval. Ti Manel era dado à pinga e era viuvo duma bela Monegasca falida de seu nome de solteira Grace. Grace era por seu turno prima de um português talhante de carne cuja especialidade era Picanha Norueguesa, prato raro muito apreciado nos Casinôus du Monacôu. Ora, a história do diz que disse, pode até já nem corresponder ao verdadeiro acontecimento mediático da coute de azur mas que dizem que o talhante, fornecedor de carne era amante do Mário 'Pincel' Champilion dono do Hotel .... isso ... é bem capaz de ser verdade... E reza a história que foram muito felizes depois de terem vendido aos tablóides estrangeiros a história que ficou célebre como o 'Caso da Lição de Economia' Sinopse da estória A morte de Paco, amigo de João no Hotel Sol-Poe-Se-Pa-Todos ...., propriedade de Pincel, amante do primo de Grace que era talhante de carne e cujo nome nunca teve significado para a estória, mas era a falecida mulher de Ti Manel, sócio de José Joaquim, Amante de Zabila, intermediária de Ivanov, que pertencia à Máfia Russa e era ex-cliente de Paco!

 

ah ah ah ... ele não há coincidências

RItz On The Rocks

publicado por imprevistoseacasos às 22:06 | comentar | ver comentários (3) | favorito
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16
Mai 09

A crise

Deixo aqui, hoje, uma pequena "lição de economia":

Numa pequena vila e estância de férias na costa sul da França chove e nada de especial acontece. A crise sente-se.
Toda a gente deve a toda a gente, estão todos carregados de dívidas.

Um dia, um rico turista russo chega ao foyer do pequeno hotel local. Pede um quarto. Disponibilizam-lhe um e ele pede a chave do quarto para o inspeccionar e desisitir se não lhe agradar. Coloca uma nota de 100 € em cima do balcão da recepção como garantia, e sobe ao 3º andar para ver o quarto. 
O dono do hotel pega na nota de 100 €, corre ao fornecedor de carne a quem deve 100 € e paga-lhe; o talhante pega no dinheiro e corre ao fornecedor de leitões a pagar 100 € que lhe devia há algum tempo, este por sua vez corre ao criador de gado que lhe vendera a carne e paga-lhe, e este por sua vez corre a entregar os 100 € a uma prostituta que lhe cedera serviços a crédito. 

Esta recebe os 100 € e corre ao hotel a quem devia 100 € pela utilização casual de quartos à hora para atender clientes, e paga.

Neste momento o russo rico desce à recepção e informa o dono do hotel que o quarto proposto não lhe agrada, pretende desistir e pede a devolução dos 100 €. Recebe o dinheiro e sai.


Não houve, neste movimento de dinheiro, qualquer lucro ou valor acrescido. Contudo, todos liquidaram as suas dívidas e estes habitantes da pequena vila costeira encaram agora o futuro de forma mais optimista.



 

publicado por imprevistoseacasos às 12:58 | comentar | favorito
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15
Mai 09
15
Mai 09

Os três Jotas

Pois é, ontem numa  livraria de Lisboa, enquanto bebia um café e folheava um livro, fui verdadeiramente "assaltada" por um Messias dos Jotas. É verdade. Procurou que alguém o ouvisse e nada. mas insistiu. .. Errei quando esbocei um esgar, quase sorriso quando disse que era o Garcia Lorca reencarnado. Errei novamente quando o olhei, nos olhos, quando disse que sentia a Janis Joplin ali, na sala. Aliás, falou na profecia dos três jotas. A Joplin, J. Hendrix e J. Morrison. Todos conheceram Lorca. Logo, todos conheceram o nosso Messias. Ameaçou continuar com outro tema. Pegou no Ulisses, levantou-se e falou um pouco mais alto, demasiado perto de mim.

Levantei-me de supetão, mas voltei a errar quando lhe desejei boa tarde. Acompanhou-me até à porta da livraria e disse-me:" Adeus Lúcia. Desculpa não te ter dado atenção".

publicado por imprevistoseacasos às 16:06 | comentar | ver comentários (6) | favorito
13
Mai 09

Mário Viegas, cantiga dos ais.

Lembrei-me deste "apontamento" do Mário Viegas para o estado de espírito de algum povo português...

Mas, muito pior do que isto, é não ter ninguém que oiça, não concordam?

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 22:13 | comentar | ver comentários (2) | favorito
13
Mai 09

Livro de Cabeceira IV

 

 

Sinopse

Deserto aborda uma das grandes preocupações de Le Clézio, as condições de vida dos povos nómadas ameaçados de extinção, assunto que desenvolveu em diversos ensaios. Entre os povos sobre os quais escreveu, e entre os quais viveu, estão os índios do Panamá e os berberes de Marrocos. Entre 1970 e 1974 viveu com os índios emberas, no Panamá, em plena floresta. Le Clézio conheceu estes índios depois de ter estado dois anos no México a prestar serviço militar, período que aproveitou para viajar e visitar as regiões vizinhas. A mulher de Le Clézio é de origem saraui e juntos lançaram em 1993 Gens des Nuages, um ensaio sobre a terra natal dela.

 

publicado por imprevistoseacasos às 09:03 | comentar | ver comentários (7) | favorito
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12
Mai 09
12
Mai 09

Ler a ouvir (1) Keith Jarrett

Queria começar esta série de posts em resposta a L. e com a contribuição da Rita, com a minha primeira escolha de sempre. Concerto de Colónia, todo ele absolutamente imperdível. Keith Jarrett será sempre a minha primeira escolha quando penso num som para um livro.

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 10:15 | comentar | ver comentários (9) | favorito