12
Ago 10

Família Rodante, a ver...

 

Sinopse

 

No dia do aniversário de 84 anos de Emilia (Graciana Chironi), a octogenária reúne toda a família para um jantar de comemoração, na sua casa aconchegante que conta com um grande quintal no qual são criadas galinhas, os cachorros se divertem e um papagaio diverte os convidados. No auge da comemoração, Emilia recebe um telefonema de Missões, sua cidade natal à qual nunca mais voltou, com o convite para ser madrinha de casamento de uma sobrinha que nem conhece.
Emocionada e orgulhosa, Emilia repassa o convite para toda família, suas duas filhas, seus maridos, filhos, netos e bisnetos. A família e uma amiga dos netos, ao todo doze pessoas, toma conta de uma casa rodante, construída sobre um velho Chevrolet Viking 56, e parte da Grande Buenos Aires para uma viagem de mais de 1.200 quilômetros e dois dias a nordeste, até a fronteira da Argentina com o Brasil e o Paraguai. Na viagem, quatro gerações de argentinos convivem com seus sonhos, suas frustrações, suas dúvidas e seus desejos próprios e típicos. Na primeira parada, o neto traz para o já superlotado carro um cachorro. Problemas no motor provocam uma parada inesperada no calor do interior, próximo a um rio, no qual o clima é de piquenique. E a situação, propícia para os dois primos, que sentiram-se atraídos logo no reencontro, no aniversário da avó, darem vazão a seus desejos. E a viagem continua.

 

 

publicado por imprevistoseacasos às 22:32 | comentar | favorito
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12
Ago 10

Moderato Cantabile, a reler...

 

Moderato Cantabile

 

"Num bar, um homem mata uma mulher.

 Mas este gesto só existe pelo fascínio que exerce noutro homem e noutra mulher que nem sequer o testemunharam directamente e cujo significado não alcançam senão talvez inventando-o através da estranha embriaguês que a partir de então se apodera deles.

 Arrancados por aquele grito de agonia à ordem quotidiana, a essa “vida tranquila” onde já não há lugar para a esperança, o homem e a mulher encontram-se dia após dia no bar onde tudo se passou. Falam, imaginam que essa mulher quis ser morta pelo homem que amava e o sentimento que nasce entre eles reencontra, assume esse desejo. Talvez venham a reviver a mesma história de morte e amor. Talvez... Mas nem mesmo o romancista tem a certeza.

 Quem pode dar um nome ao que se passou entre esses desconhecidos, ao que se passa agora entre Anne Desbaresdes e Chauvin? Quem pode saber a forma que o destino dará a essa cumplicidade indecifrável? Talvez nem tenham outra história do que a de ter, por um instante, trocado essas palavras, posto as mãos uma sobre a outra, encostado as suas bocas uma única vez.

 Tudo está suspenso na expectativa de um acontecimento que não chega, de um acontecimento inimaginável. Tudo se verga ao peso de uma paixão que não sai de si própria, que não sabe sequer o seu nome."

 

Difel

publicado por imprevistoseacasos às 00:13 | comentar | favorito
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