Esta coisa do voto...

 

Independentemente da orientação do voto de cada um, o facto é que há muito tempo não falávamos tanto de política como agora. Também é verdade que não encontro aquele entusiasmo e a esperança que muitas vezes encontrei numa disputa de ideias. Prefiro acreditar que as pessoas estão realmente preocupadas, finalmente, com a situação a que chegámos. Apetece fazer o balanço, olhar para trás e perceber quais foram os erros que todos cometemos ao lançar políticos impreparados, com ideias irrealizáveis, com projectos que ninguém leu, com ideias que poucos percebem.

 

Gostaria de acreditar que no próximo dia 5 de Junho o mal menor não será desculpa para a escolha. Prefiro acreditar que todos, ou quase todos, votaremos em consciência, afastando a demagogia do cenário político. Ouviremos com real atenção o que nos dizem os políticos que todos escolhemos.

 

Há muito que me irrita o discurso do eles e nós. Como se aqueles políticos que nos governam e os outros que se opõem, não tivessem sido escolhidos por nós, seja através do voto, seja através da abstenção ou da indiferença. A ladainha de certos discursos parece embalar-nos para um futuro, apesar de não vislumbrarmos qualquer horizonte, pode até responder aos nossos anseios, mas seria conveniente procurar uma fífia, uma nota mal tocada, já que remédios milagrosos e homens providenciais só os encontramos em sonhos.

publicado por imprevistoseacasos às 10:30 | comentar | favorito
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